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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
11 listopada
11 listopada (11 de Novembro), Dia da Independência
Depois do dia de Todos os Santos há pouco mais de uma semana atrás, este é outro grande feriado nacional amplamente comemorado. Já tinha mostrado pelo menos uma foto de bandeiras nacionais, que nos últimos dias têm estado por todo o lado. Por acaso foi feliz a coincidência de estarmos em Varsóvia neste dia, o dia em que os polacos comemoram a sua independência.
Mas independência de quem?!
Da Polónia como é óbvio, mas como esta tem um história complicada em que a formação de reinos, reunificações, desmembramentos e invasões proliferam ao longo do tempo, seria difícil adivinhar à primeira vista em que ano se comemora a Independência da Polónia. Bom, desvendando a curiosidade, celebra-se a independência aquando da formação da Segunda República da Polónia, a 11 de Novembro de 1918, logo após a Primeira Guerra Mundial, quando os aliados decidiram reconstituir a nação Polónia, praticamente inexistente desde do séc. XVI. (Já tinha referido isto talvez no post que fiz sobre Gdańsk).
Em Varsóvia houve grandes celebrações como é óbvio. desde parada militar, render da guarda na vigia ao monumento do Soldado Desconhecido, figurantes, venda de bandeiras, etc. Inúmeras coisas acontecerem, para além das ruas estarem cheias de gente, de bandeiras e cores da Polónia. Comprei uma faixa vermelha e branca com a inscrição 1918, e uma reprodução de um jornal da altura, que enverguei orgulhosamente como um bom polaco, eheh...
Não sei dizer bem se os polacos são muito patrióticos ou nacionalistas, pelo menos em comparação com outros países típicos da Europa. À primeira vista diria que sim, mas uma análise mais profunda poderá desvendar que não é bem assim, principalmente nas camadas mais jovens em que o sentido de nação para eles pode não significar muito. O que tenho certeza é que esta questão de identidade e independência é importante para o país. Afinal, ao longo dos séculos, a Polónia foi demasiadas vezes subjugada por outras nações e povos, e é necessário não esquecer que foi apenas há 18 anos que a Polónia se desenvencilhou do comunismo e do poder de Moscovo.
Depois do dia de Todos os Santos há pouco mais de uma semana atrás, este é outro grande feriado nacional amplamente comemorado. Já tinha mostrado pelo menos uma foto de bandeiras nacionais, que nos últimos dias têm estado por todo o lado. Por acaso foi feliz a coincidência de estarmos em Varsóvia neste dia, o dia em que os polacos comemoram a sua independência.
Mas independência de quem?!
Da Polónia como é óbvio, mas como esta tem um história complicada em que a formação de reinos, reunificações, desmembramentos e invasões proliferam ao longo do tempo, seria difícil adivinhar à primeira vista em que ano se comemora a Independência da Polónia. Bom, desvendando a curiosidade, celebra-se a independência aquando da formação da Segunda República da Polónia, a 11 de Novembro de 1918, logo após a Primeira Guerra Mundial, quando os aliados decidiram reconstituir a nação Polónia, praticamente inexistente desde do séc. XVI. (Já tinha referido isto talvez no post que fiz sobre Gdańsk).
Em Varsóvia houve grandes celebrações como é óbvio. desde parada militar, render da guarda na vigia ao monumento do Soldado Desconhecido, figurantes, venda de bandeiras, etc. Inúmeras coisas acontecerem, para além das ruas estarem cheias de gente, de bandeiras e cores da Polónia. Comprei uma faixa vermelha e branca com a inscrição 1918, e uma reprodução de um jornal da altura, que enverguei orgulhosamente como um bom polaco, eheh...
Não sei dizer bem se os polacos são muito patrióticos ou nacionalistas, pelo menos em comparação com outros países típicos da Europa. À primeira vista diria que sim, mas uma análise mais profunda poderá desvendar que não é bem assim, principalmente nas camadas mais jovens em que o sentido de nação para eles pode não significar muito. O que tenho certeza é que esta questão de identidade e independência é importante para o país. Afinal, ao longo dos séculos, a Polónia foi demasiadas vezes subjugada por outras nações e povos, e é necessário não esquecer que foi apenas há 18 anos que a Polónia se desenvencilhou do comunismo e do poder de Moscovo.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Pelas ruas de Varsóvia
Quis mostrar à Inês as principais atracções da cidade, mas também procurar por novos espaços e encontrar a verdadeira Varsóvia. Talvez aqueles sítios que fazem esta cidade ser diferente da típica capital europeia e destino turístico. Conseguimos um guia alternativo no posto de turismo, que descobri num blog de um português a viver em Varsóvia (infelizmente perdi o link!). O guia chama-se "Free map for young travellers", e existe em várias cidades da Europa, onde se pode consultar neste link. O guia de Varsóvia em si, pode ser consultado e descarregado a partir deste outro site.
Fartamo-nos de andar pela cidade em busca de alguns dos inúmeros locais marcados no guia que vão desde locais históricos, bares, sítios para se comer, lojas, parques, etc! É realmente um dos mais interessantes guias em que já peguei. Alguns dos locais são tão refundidos que nem sequer encontramos! No entanto, ainda fomos a uma loja vintage, a outra de bonecos e B.D., andamos na zona do Gueto, tivemos num edifício do Norman Foster... Isto para além de outras típicas atracções como o centro histórico. Foi um dia em cheio, em que no final encontramos o pessoal da minha residência que tinha ido fazer uma viagem de carro pela Polónia e que estava lá naquele dia.
O jantar foi na residência do Alessandro (o meu outro amigo italiano) e ainda fomos a uma festa de Erasmus no apartamento de alguém. A noite acabou por eu ser expulso de uma discoteca, ou pelo menos barrado, porque apenas estava na entrada na zona dos vestiários. O Ale tinha criado uns problemas e quando o segurança chegou pensou que eu é que estava a causar problemas (quando estava só a tentar acalmar o Alessandro) e agarrou em mim e disse que tinha de sair. Ele era grande, não tive hipótese! :D
Fartamo-nos de andar pela cidade em busca de alguns dos inúmeros locais marcados no guia que vão desde locais históricos, bares, sítios para se comer, lojas, parques, etc! É realmente um dos mais interessantes guias em que já peguei. Alguns dos locais são tão refundidos que nem sequer encontramos! No entanto, ainda fomos a uma loja vintage, a outra de bonecos e B.D., andamos na zona do Gueto, tivemos num edifício do Norman Foster... Isto para além de outras típicas atracções como o centro histórico. Foi um dia em cheio, em que no final encontramos o pessoal da minha residência que tinha ido fazer uma viagem de carro pela Polónia e que estava lá naquele dia.
O jantar foi na residência do Alessandro (o meu outro amigo italiano) e ainda fomos a uma festa de Erasmus no apartamento de alguém. A noite acabou por eu ser expulso de uma discoteca, ou pelo menos barrado, porque apenas estava na entrada na zona dos vestiários. O Ale tinha criado uns problemas e quando o segurança chegou pensou que eu é que estava a causar problemas (quando estava só a tentar acalmar o Alessandro) e agarrou em mim e disse que tinha de sair. Ele era grande, não tive hipótese! :D
domingo, 9 de novembro de 2008
Regresso à capital
Gosto do horário do comboio que apanhamos para Varsóvia. São mais de 6 horas de viagem, mas o tempo passa-se bem. Não é demasiado cedo na manhã, e chega-se à capital ao início/meio da tarde. E hoje, ao contrário de ontem estava Sol!
Mesmo assim, com a recente mudança de horário e com o Outono avançado, a noite cai a partir das 5 horas da tarde, portanto já não tivemos muita luz solar. Se é assim agora, eu não quero imaginar como irá ser em Janeiro!!
Como ao Domingo certos museus não se pagavam, fomos até ao "Warsaw Uprising Museum" (Museu da Revolta/Insurreição de Varsóvia) que conta a história das lutas contra a ocupação Nazi da cidade durante a 2ª Guerra Mundial, principalmente a revolta que teve início nos tempos finais da Guerra, quando o Exército Soviético se aproximava da cidade.
À noite revi o meu amigo italiano, o Alberto, que continua o típico italiano de gema, num bar onde havia um concerto de jazz.
Amanhã é dia de visitar a cidade...
Mesmo assim, com a recente mudança de horário e com o Outono avançado, a noite cai a partir das 5 horas da tarde, portanto já não tivemos muita luz solar. Se é assim agora, eu não quero imaginar como irá ser em Janeiro!!
Como ao Domingo certos museus não se pagavam, fomos até ao "Warsaw Uprising Museum" (Museu da Revolta/Insurreição de Varsóvia) que conta a história das lutas contra a ocupação Nazi da cidade durante a 2ª Guerra Mundial, principalmente a revolta que teve início nos tempos finais da Guerra, quando o Exército Soviético se aproximava da cidade.
À noite revi o meu amigo italiano, o Alberto, que continua o típico italiano de gema, num bar onde havia um concerto de jazz.
Amanhã é dia de visitar a cidade...
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Kraków, a cidade dos Reis
Cracóvia! Uma das mais importantes cidades da Polónia que, como quase todo o resto da nação sofre de uma história complexa, onde Reis, reinados e culturas se associaram ao longo dos tempos a esta cidade. Ouvi há pouco tempo comentarem que se diz que "A capital mudou-se para Varsóvia, mas a realeza ficou em Cracóvia". De facto, Cracóvia é culturalmente e historicamente muito mais rica. Não é por acaso que o seu centro histórico é considerado Património da Humanidade pela UNESCO. De facto, percorrer todas aquelas ruas cheias de edifícios históricos, igrejas e bares pitorescos foi o que gostei mais de Cracóvia. Não sei se foi pela Rynek (Praça Central) estar em renovação, mas foi um pouco desilusivo. Pelo menos, achei que a Rynek de Wroclaw era bastante mais bonita e acolhedora que a de Cracóvia. No entanto, o mercado no centro e a Igreja também na Rynek, dão todo um ar particular à praça. Para que se perceba porque gosto mais da Rynek de Wroclaw, há que referir a qualidade dos edifícios que rodeiam a praça: excepto um (um banco), estão todos conservados e possuem todos uma extraordinária decoração. Enquanto que na Rynek de Cracóvia (talvez pela própria configuração da praça ser diferente), não consegui sentir isso.
Mesmo assim, Cracóvia é cidade obrigatória. O Barbacã (pequena parte sobrevivente da antiga muralha), o extraordinário castelo - Wawel - que não tive o prazer de visitar por dentro, de onde se pode avistar o magnífico rio Wisła, que separa o lado oeste onde se localiza o bairro judeu.
Não sei se voltarei a esta cidade ou não. Sinto que poderá haver ainda muito por explorar. Apanhamos muita chuva num dos dias, para além de ter sido feriado: era o Dia de Todos os Santos. Isso acabou por ser uma mais valia, pois decidimos ir ao cemitério e o que vimos foi extraordinário, como irei explicar no post seguinte... Por agora, ficam as fotos...
Mesmo assim, Cracóvia é cidade obrigatória. O Barbacã (pequena parte sobrevivente da antiga muralha), o extraordinário castelo - Wawel - que não tive o prazer de visitar por dentro, de onde se pode avistar o magnífico rio Wisła, que separa o lado oeste onde se localiza o bairro judeu.
Não sei se voltarei a esta cidade ou não. Sinto que poderá haver ainda muito por explorar. Apanhamos muita chuva num dos dias, para além de ter sido feriado: era o Dia de Todos os Santos. Isso acabou por ser uma mais valia, pois decidimos ir ao cemitério e o que vimos foi extraordinário, como irei explicar no post seguinte... Por agora, ficam as fotos...
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